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Test Drive: Ramune

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Quem nunca entrou em uma mercearia japonesa e se deparou com iguarias vindas do Oriente um tanto incomuns para os brasileiros? Desde pequenos peixes que servem de salgadinho a uma grande diversidade de bebidas dos mais variados sabores. Para quem nunca ficou curioso – ou não teve coragem mesmo – a #hashitag irá prová-los para você. A cada nova edição, traremos um test drive de algum desses comes & bebes diferenciados. Mas nosso teste não ficará apenas na degustação, mas sim desde abrir a embalagem até a experimentação.

Para esse primeiro test drive, eu mesmo me ofereci para fazê-lo. Sempre tive curiosidade em experimentar aqueles refrigerantes que chamam mais atenção por suas cores do que pelo sabor ou sua origem do que qualquer outra coisa. Para me acompanhar na empreitada,também convidei nosso colega Bruno Omena, que trabalha de diagramador na JBC.

Para nossa experiência, foram escolhidos dois sabores de um tipo de refrigerante japonês chamado Ramune. Um de pêssego e outro de kiwi. As cores vistosas e o design da garrafa chamam a atenção, porém, antes mesmo de conseguir prová-los, surge um problema: abrir a garrafa. Não que seja difícil, mas até conhecer o elaborado mecanismo criado para a bebida não perder o gás, consome-se alguns minutos.

Superado esse pequeno obstáculo, chegou a hora da degustação. Logo ao derramar a bebida para o copo, um suave aroma das frutas se fez sentir. Assim como seu tom verde, o cheiro de kiwi era mais forte. Segundos depois, constatamos que seu sabor também era mais encorpado se comparado ao refrigerante de pêssego – esse bem mais suave.

Quem está acostumado com os refrigerantes mais consumidos no Brasil pode estranhar, já que os do tipo Ramune são infinitamente mais suaves do que qualquer Cola ou Guaraná. Na verdade, quanto ao sabor, eles se parecem mais com as águas aromatizadas, tipo H2O, do que um refrigerante em si. A grande diferença, porém, fica por conta da quantidade de gás. Apesar da suavidade dos sabores, você se sente estufado na hora.

O Ramune é agradável de ser consumido, desde que em pequena quantidade. No entanto, mais do que matar a sede, ele parece mais um doce líquido. Mas vale a experiência, principalmente se estiver enjoado dos mesmos sabores dos refrigerantes brasileiros.

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fotos: Ricardo Miyajima