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Tempurá

tempura
Foto: JNTO
A precisão da caligrafia clássica. A leveza da cerimônia do chá. O equilíbrio das artes marciais. Tudo evoca calma, harmonia e silêncio.

Mas no Japão há frituras também. A mais famosa delas é o tempurá, já consagrado no paladar brasileiro.

Caso você não conheça – ou nunca prestou atenção antes de comer – o tempurá assumiu o nome da técnica de fritar em óleo legumes, peixes ou frutos do mar envoltos ou não em massa de farinha e ovos.

Origem

Diante de seu modo de preparo peculiar, poder-se-ia suspeitar que o tempurá não surgiu no Japão.

A hipótese mais aceita entre acadêmicos e entusiastas em geral é que essa técnica de fritura chegou ao Japão no século XVI.

Na época, ainda vivia-se as grandes navegações. Missionários e comerciantes ibéricos chegaram ao Japão, levando o catolicismo, armas de fogo e receitas.

Dos três itens, as receitas foram as que obtiveram maior aceitação e se desenvolveram sem maiores problemas.

Técnicas

Takashi Morieda, antropólogo japonês e especialista em cultura gastronômica, escreveu artigo sobre o tempurá para o informativo online da Kikkoman. Nele, explica as duas principais técnicas de preparo.

A mais difundida é a fritura dos ingredientes revestidos pela massa, método característico, sobretudo, de Tokyo. A outra, chamada su- -age, não utiliza a cobertura da massa.

Comida de rua

Morieda conta também uma curiosidade. Durante o período Edo (1603-1867), o tempurá era vendido em barracas ambulantes.

A prática de vender comida na rua era estimulada, já que as casas da época eram de madeira e muito próximas umas das outras. Cozinhar em casa aumentava muito o risco de incêndios.

O fato é que isso ajudou a popularização do tempurá. Hoje, até no Brasil, o prato é facilmente encontrado em festivais e praticamente todos os restaurantes japoneses contam com ele em seu menu.

Nome

A origem do nome “tempura” tem duas explicações mais comuns, ambas relacionadas à influência estrangeira.

Durante a quaresma, os missionários jesuítas não comiam carne vermelha, substituindo por vegetais e frutos do mar. Quaresma, em latim, é ad tempora quadragesimae. Outra explicação, igualmente hipotética, é que a palavra tenha derivado de “temperar” ou de “tempero”.

Em japonês, raramente encontra-se “tempurá” grafado em katakana, a escrita mais utilizada para palavras estrangeiras. O mais comum é ver a palavra escrita em hiragana (escrita padrão) ou com o primeiro fonema (ten) substituído pelo ideograma de “céu”, “paraíso”.

Restaurante especializado em tempurá em São Paulo