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Restaurante Nōsu, a alta cozinha japonesa rumo ao norte

Octávio Sanctis Restaurante Nōsu

Impressionante arquitetura assinada por Octávio Sanctis Jo Takahashi

Um pedaço da região nobre do bairro de Santana, na zona norte da capital paulistana, vem se destacando por acolher casas com propostas mais ousadas. Um bom exemplo é o restaurante Nōsu, um japonês com toque contemporâneo, cujo balcão de sushi é comandado pelo inventivo chef Régis Hideki Shiguematsu, que antes esteve à frente do Restaurante Nakka em seus primórdios.

O que impressiona no Nōsu é também a sua arquitetura. Assinada pelo arquiteto Otávio de Sanctis, o espaço realmente é surpreendente, com pé-direito altíssimo e uma trama de bambus e granito bruto. Dá vontade de ficar apreciando o espaço e os detalhes construtivos antes de se sentar à mesa.

Vieiras restaurante Nosu

Vieiras com flor e sal e limão siciliano Jo Takahashi

Os proprietários já são tradicionais na Zona Norte: os irmãos Marcus Vinícius e Marcius Temperani, que tocam O Compadre, um imenso buffet de cozinha brasileira bem familiar. Eles resolveram investir no Nōsu com uma proposta de culinária japonesa vistosa, alegre e jovem.

Carpaccio de polvo

Carpaccio de polvo como entrada Mauro Holanda/ Divulgação


 

Mauro Holanda/ Divulgação

Há muitas opções interessantes para iniciar, como o carpaccio de polvo que impressiona pela maciez. A cebolinha e as ovas de salmão enriquecem a textura. Ou o criativo battera de salmão, um tartare do peixe com flocos de massa de tempura e ovas, sobre um shari com ovas de capelim.

Uma ideia interessante é optar por um almoço executivo, a preço bastante convidativo, como o Nōsu 1, que vem com um tartare de salmão, um temaki de salmão, duas fatias de sashimi de salmão, duas fatias de peixe da estação, quatro sushis que incluem um maçaricado e outro trufado, quatro battera e ainda um brigadeiro de colher de sobremesa.

Há uma presença de azeite trufado em vários pratos, porém, na medida certa. E também de flor de sal, que é polvilhado sobre alguns sushis e que dispensam o uso do shoyu.

A propósito, Nōsu é como se pronuncia “North”, em japonês, com o “o” prolongado. Daí o acento, não muito usual no português. Mas ficou um charme.

Régis Shiguematsu Nosu

Chef Régis Shiguematsu e um dos proprietários, Marcus Vinicius

jotakahashi
Jo Takahashi foi consultor de arte e cultura na Japan Foundation, onde atuou por 25 anos como administrador cultural. Agora, migra essa experiência para a sua produtora independente, a Dô Cultural, que propõe um conceito design de formatar e desenvolver o projeto cultural.Acesse o JojoScope neste link