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Restaurante A1: um novo começo

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Chef Shin Koike em ação fotos: Tatewaki Nio
Tudo começa com a letra A e o número 1. Mas para o chef Shin Koike, o A1 é um recomeço. A1 é mais um endereço onde o premiado mestre da culinária japonesa vai passar a atender, a partir de julho. O nome do estabelecimento ele ressuscitou do extinto A1, seu primeiro restaurante próprio, que funcionou no subsolo do Top Center, na avenida Paulista, até 2007, quando então ele abriu o Aizomê, onde se destacou no cenário gastronômico.

Foi no extinto A1 que Shin Koike começou a praticar uma inusitada culinária, japonesa de raiz, francesa por formação e com toques brasileiros em alguns ingredientes. No Aizomê, aprimorou essa harmonização, sempre em caráter autoral. Com o sucesso, o restaurante começou a ficar pequeno. “Mas euqueria oferecer mais opções, sem obrigar o cliente a consumir toda a sequência de pratos”. Foi assim que, com a chegada de novos sócios, e aproveitando a boa onda de sua fama, o chef resolveu apostar neste recomeço.

O A1 é também o som de um mantra. O a-um é um cântico de monges budistas tibetanos que costumam entoá-lo para incorporarem a ideia do círculo que leva sempre à origem das coisas.

O novo A1 ocupa o mesmo lugar onde antes era o Shimo, um restaurante nipo-peruano. Nesse novo espaço, Shin dá lugar para um espaço de despojamento, no melhor estilo Izakayá, ou os populares e acolhedores botecos japoneses. Lá, o renomado chef oferece pequenas porções para momentos de descontração de um happy hour.

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Shin Koike é entrevistado por Marta Barbosa, editora chefe da revista Prazeres da Mesa
Já no subsolo, foi instalado um espaço intimista para receber os fãs da gastronomia criativa de Shin Koike, e degustar os melhores saquês, como numa Cave. Shin define como um Sakagura, a adega de saquê. Os melhores rótulos desse líquido sagrado que conquistou o Brasil lá estão para serem provados em pequenas doses e assim sentir as diferenças entre as marcas, processos de produção e características regionais.

Aliando essas duas propostas, Shin Koike harmoniza sua culinária afetiva, a chamada comfort food, com a cozinha autoral em um único lugar. Esse é o grande diferencial que se torna o desafio da maturidade do chef.

O projeto arquitetônico é assinado por Samy Dayan e a direção de arte é do cenógrafo Akira Goto. Muita madeira para criar a atmosfera do estilo Sukiya e cartazes antigos para recriar um Japão retrô.