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Perfil: Shin Koike, do Sakagura A1

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Qual é a mensagem que você espera transmitir para os jovens cozinheiros?
Eu falei sobre a adaptação para o gosto brasileiro, mas nunca esqueci a origem japonesa. Hoje, existem muitos restaurante japoneses, mas talvez muitos esqueceram a origem. Origem, enquanto espírito e técnica. Isso não se pode esquecer.

Qual a sua avaliação do Eatrip em Ilha Grande?
Foi incrível. Sofri também [risos]. A paisagem é muito bonita. Foi a primeira vez que procurei material dentro da natureza, em uma estrutura bem simples, e pensando em como servir os visitantes. Dentro da ilha, procurei matéria-prima, vieira viva, bijupirá, que a gente pega e vai preparando.

Foi uma experiência muito legal. A viagem começa em São Paulo, uma viagem de umas 7 ou 8 horas de ônibus. Depois, em Angra, é preciso pegar um barco e viajar por mais 40 minutos ou 1 hora. Com certeza, na chegada, todo mundo está cansado. No projeto, a gente não pensou em um welcome drink, mas fiquei pensando que os visitantes vão chegar e devem estar com fome, porque não pararam na estrada para comer.

Quando chegaram, todos estavam com fome. Na hora, pensei muito em onigiri, essas coisas, bem simples. Para eles, foi muito legal. Quando o barco chegou, estávamos montando a mesa para a recepção. Todos gostaram e comeram muito.

Eu levei o sushiman [do restaurante] para aprender o processo de limpar peixe. Acho que foi a primeira vez que ele lidou com peixe vivo. Quando começa a preparar, quando abre a barriga, dentro ainda está quente [risos]. Imagine. Peixe é gelado, não é? Mas quando abre a barriga, ainda está quente lá dentro. Acho que foi uma boa experiência para ele.

A senhora Tsuruko, da família dona da pousada, prepara tofu caseiro com água do mar. Para os turistas – e para mim também – foi uma experiência maravilhosa.

É verdade que você gostou tanto de Ilha Grande que está até pensando em morar lá depois que se aposentar?
Sim, sim, claro. Lá na ilha, não tem carro. Só barco. Um silêncio. À noite, tem muitas estrelas. Não tem muita onda, a água é mais parada. É muito bonito. Mas só depois de aposentar. [risos]