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Perfil: Koji Yokomizo e Nobu Ozaki, do By Koji

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Esta é a vista que se tem a partir do restaurante foto: Henrique Minatogawa

Entrevista: Chef Koji Yokomizo

Conte-nos sua experiência profissional.
Koji Yokomizo: Aqui no Brasil, em 1989, trabalhei com o chef Shundi Kobayashi. Então fui para o Japão, como operário mesmo, mas com a intenção de trabalhar em restaurante também. Depois de algum tempo, consegui trabalho em um pequeno restaurante em Ise Shima, na província de Mie, onde fiquei por quase dois anos.

Trabalhava no pachinko [tipo de caça-níquel japonês] de manhã e no restaurante à noite. Voltei em 1996. Então trabalhei no Sushiya, Mitsuyoshi, Hanadoki e Shundi & Tomodachi, de onde saí no ano retrasado. Nessa época, ficava o tempo todo acompanhando a obra aqui.

Demorou um ano e meio. Tivemos problemas com os arquitetos, e a estrutura não era própria para restaurante. Aqui é um estádio, então foi necessário todo um trabalho de adaptação.

Como surgiu a oportunidade de abrir o restaurante aqui?
Na verdade, uma pessoa do clube, diretor de marketing na época, era meu freguês. Daí ele me chamava, me chamava, “vamos lá para o Morumbi”. E eu não dava muita atenção porque achava que em um estádio de futebol, [o movimento] era só em dia de jogo ou show. Não valeria a pena. Mas ele insistiu, “vamos lá conhecer”. Daí eu fui. Quando cheguei aqui, olhei. Acho que tem público para restaurante. Andando, vi que o [bairro] Morumbi é carente de bons restaurantes. “Acho que dá para fazer alguma coisa, sim”.

Qual a especialidade da casa?
Koji: Posso dizer que o destaque é o omakase. Usamos muito produtos sazonais. Assim, conseguimos variar o cardápio conforme o produto da época. Por exemplo, o sashimi: pegamos o que tem de melhor no dia. Agora é epoca de takenoko, então estamos usando takenoko. Variamos conforme o produto da época.

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Entrada do restaurante, a partir do Morumbi Concept Hall foto: Henrique Minatogawa

Há cardápio especial para dias de jogo? Koji: Sim. Servimos kanikoroke, que é croquete de carne de siri. Aí vai um pouquinho de kakiage, tempura de camarão, legumes. Dependendo do dia, vai um pouco de shimeji, sushi, sashimi. É uma degustaçao com pratos variados.

Quais elementos fazem um bom restaurante japones? Koji: Qualidade, atendimento e ambiente.

Que tipo de reação você espera conseguir do cliente? Koji: O cliente vem com ideia diferente quando se fala em estádio. Ele geralmente não imagina que vai ter uma vista desta acompanhado por uma refeição de primeira qualidade.

É a reação que o pessoal está tendo mesmo. Eles ficam impressionados com a vista. Nem parece que estamos em São Paulo, não é? Quando você fica olhando para o gramado, esquece de tudo. E com a qualidade da comida, espero que todos fiquem satisfeitos.

Já que estamos em um estádio: gosta de futebol? Koji: Adoro.

Quais jogadores já vieram aqui? Koji: Por enquanto, só o Rogério Ceni. Como ele está lesionado, não está treinando. [A entrevista aconteceu em janeiro de 2012.]