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Perfil do Chef: Carlos Watanabe

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Foto: Rafael Salvador
O chef Carlos Watanabe, que está à frente da cozinha do Sushi Kiyo, é hoje um dos representantes da culinária japonesa tradicional em São Paulo. Ele até tentou fugir do caminho traçado pelo pai, Kiyomi Watanabe, e foi estudar engenharia civil, mas acabou seguindo os passos da família.

“Quando era adolescente, ajudava meu pai no restaurante, no atendimento. Naquela época, quando o restaurante ainda era no bairro da Liberdade, muitos frequentadores eram japoneses empresários, e eles diziam que eu deveria superar o meu pai e ser um chef ainda melhor. Aquilo me deixava confuso, pois era como se tivesse que ser melhor que alguém que eu já admirava”, lembra Carlos.

O chef explicou que primeiramente decidiu ser engenheiro. “Estudei engenharia civil e trabalhei em uma construtora por dois anos. Essa foi uma parte irônica da minha formação, pois eu quis fugir da área de gastronomia, mas não teve jeito”, brinca.

Em 1997, o restaurante mudou para o atual endereço, e seu pai pediu para que o ajudasse. Foi o próprio Carlos que ajudou a fazer o projeto do atual restaurante. “Com o tempo, precisei ajudar no balcão de sushis e decidi buscar conhecimento acadêmico no curso de gastronomia, na Anhembi Morumbi”, disse o chef.

Naquela época também fazia eventos grandes de empresas japonesas que estavam se estabelecendo no Brasil, como, por exemplo, a Toyota com a nova fábrica no Brasil.

Em 2008, foi um dos chefs convidados para ministrar um workshop sobre cozinha dos imigrantes japoneses e como seu pai já é chef há mais de 50 anos, Carlos conta que teve muito contato com os principais chefs dos restaurantes tradicionais da culinária japonesa do Brasil. “Eles são os últimos guardiões da memória paulista de gastronomia japonesa”, comenta.

Toda a bagagem de conhecimento e prática na área traz repertório também para as consultorias que Carlos faz atualmente para outros restaurantes japoneses. Além da elaboração de menus, o sushiman pensa na formação da equipe, no treinamento dos funcionários e ainda analisa a organização do projeto arquitetônico. “Como tenho conhecimento em projetos e em normas de higiene sanitária da cozinha”, comenta, “auxilio na elaboração da organização da cozinha e do funcionamento do restaurante como um todo”.

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