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Para sentar-se ao balcão

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fotos: Luna Garcia

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Acompanhar o preparo das robatas é um dos atrativos para quem se senta diante da grelha no restaurante Mitsuyoshi
A robata nasceu da prática rústica dos pescadores japoneses de Hokkaido, região gélida ao extremo norte do país, de preparar peixes e frutos do mar em grelhas de carvão, que tinham como função assar o alimento ao mesmo tempo que aqueciam o corpo de quem aguardava pela refeição. O costume foi propagado e fez com que surguissem estabelecimentos que fizeram da robata a sua especialidade, sempre acompanhada de bastante saquê para espantar o frio.

Atualmente, esses espetinhos se tornaram uma alternativa de prato quente da culinária japonesa em São Paulo. Dentre as casas mais tradicionais da cidade, está o restaurante Mitsuyoshi, próximo à estação Paraíso do metrô.

De forma inusitada, o mesmo endereço se divide em dois salões: um para o balcão de robatas (à esquerda) e outro para o de sushis (à direita).

Diante da grelha, uma grande variedade de legumes e cogumelos frescos está disposta à vista do cliente, que pode consultar o “robataman” para saber quais são as opções mais saborosas do dia. Em minutos, os espetinhos saltam da brasa para o prato, sendo entregues em uma longa pá que alcança qualquer uma das 15 cadeiras disponíveis na enorme mesa circular de madeira.

Além da possibilidade de degustar vegetais de forma saudável, outro atrativo no cardápio do Mitsuyoshi é a união dos sabores nipônicos e brasileiros. Com mais de 50 tipos de robatas, o cardápio oferece opções ao gosto dos não-descendentes, como salsicha, picanha e contra filet com mussarela.

Preparadas em uma grelha a gás e pedras vulcânicas, cada robata recebe generosas pinceladas de um dos três molhos especiais da casa: missô, tarê ou salsa.

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Cebolinha, abobrinha e vieiras tenras recebem o tempero adocicado do molho tarê