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Divulgação da comida regional no Festival do Japão

Voluntários da associação da província de Oita para divulgar a comida regional no Festival do Japão

Voluntários da associação da província de Oita no Festival do Japão Foto: Rafael Salvador

A fonoaudióloga Isabel Tamada é voluntária na barraca da província de Oita desde a primeira edição do festival, quando ainda era no Ibirapuera. Ela contou que toda a preparação começa meses antes, com o planejamento, as compras no Ceasa e o pré-preparo dos ingredientes. “Eu e outros voluntários tiramos alguns dias de folga do trabalho só para podermos nos dedicar ao festival”, disse Isabel.

“Para nós, só de cobrir os gastos é suficiente, já que somos todos voluntários. Divulgar um pouco da nossa cultura é o mais importante”.

Ela ainda explicou que a ideia da associação é trazer pratos que poucos conhecem aqui no Brasil. “Mesmo quem tem receio, tem que experimentar os pratos diferentes”, destacou ao reforçar que quem prova passa a gostar.

Torimeshi e dangojiru são típicos de Oita

Torimeshi e dangojiru são típicos de Oita

Pratos típicos da província de Oita

Em Oita, o shiitake é um dos destaques da culinária local, por isso, na barraca de Oita são servidos pratos com o cogumelo como o torimeshi (risoto de frango e shiitake) e o dango jiru (ensopado com cogumelos e dumplings).

As receitas são preparadas pelos próprios associados e não costumam ser encontradas em restaurantes. “São receitas de avó que só fazemos no Festival do Japão e no Yatai Matsuri (evento que reúne mais cinco associações de províncias e acontece duas vezes ao ano em São Paulo)”, completou.

Veja os pratos típicos de todas as províncias do Japão

Produção caseira

É ali na mesma barraca de Oita que é vendido o hoshigaki (caqui desidratado) preparado artesanalmente pela senhora Mariko Jonen. Há mais de 10 anos, ela produz o doce em seu sítio em Nazaré Paulista e leva para o festival.

Ela mesma que colhe, descasca um por um, coloca na estufa para desidratar e acompanha todo o processo que leva pelo menos um mês até que o caqui esteja pronto com aquela camada esbranquiçada de açúcar natural da própria fruta. “É tudo produção caseira e faço só para vender aqui no festival”, contou Mariko.

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