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Brasil no pódio do World Sushi Cup 2017

Fábio Catsuqui no World Sushi Cup

Fábio Catsuqui no World Sushi Cup Arquivo pessoal

O campeonato internacional World Sushi Cup de 2017 teve, pelo segundo ano consecutivo, um brasileiro no pódio. Desta vez, foi o sushiman Fábio Noboru Catsuqui que deixou a marca verde a amarela entre os melhores da competição.

Esta foi a primeira vez que Catsuqui participou do evento e já conquistou a terceira colocação na competição promovida pela All Japan Sushi Association no Japão. (Leia mais sobre a competição aqui).

Catsuqui mora em Hamamatsu, no Japão há 27 anos e, antes de se especializar em sushi, trabalhava em uma empresa de autopeças. Resolveu trocar as máquinas industriais pelas panelas e largou o trabalho estável em busca de seu sonho de trabalhar na cozinha japonesa.

Da fábrica para a cozinha

world sushi cup 2017

Fábio Catsuqui no pódio do World Sushi Cup 2017 Arquivo pessoal

O brasileiro contou em todos esses anos no setor de autopeças, foi ganhando responsabilidades no trabalho, se tornou supervisor e ganhou o cargo de chefe do setor (que no Japão costuma ser alcançado apenas por funcionários de confiança e de longa data). Lá, era responsável pela qualidade, segurança e produção das peças.

Começou a se interessar pela cozinha por causa de outro hobby, a pescaria. “Sentia a necessidade de aprender a cortar os peixes e, consequentemente, a preparar os pratos”, comentou, “e como sempre tive paixão pela culinária japonesa, decidi procurar uma escola que fosse voltada para estrangeiros mas que fosse administrada por professores japoneses”.

Foi assim que Catsuqui encontrou a All Japan Sushi Academy em Nagoya, a 115 km de Hamamatsu. Mesmo com a distância e as duas horas e meia de viagem para chegar até a escola, decidiu fazer todos os cursos, do nível básico ao profissional. “Além disso, fiz cursos extras como o curso de higienização de peixes, cortes de atum e o curso de proficiência de sushi internacional promovido pela World Sushi Skills Institute Association”, recorda.

Foram dois anos conciliando o trabalho com as aulas, no início, apenas aos domingos. Depois, Catsuqui passou a ser assistente dos professores e, um mês antes da competição, decidiu largar de vez o trabalho na fábrica e avaliou: “decidi me dedicar e fazer aquilo que me dá prazer e me aperfeiçoar ainda mais na culinária japonesa”.

Competição contra o tempo

Pouco antes da competição, ele foi para Portugal junto com a escola, onde a equipe ministrou cursos de sushi, lámen e pratos quentes para chefs de cozinha e empresários na área de culinária japonesa. Mesmo com pouco tempo para treinar, o brasileiro decidiu entrar para a competição e colocar suas habilidades à prova.

World Sushi Cup 2017

Sushi feito durante a competição World Sushi Cup 2017 Arquivo pessoal


“A maior dificuldade que encontrei no campeonato, foi a cronometragem do tempo para cortar, preparar, empratar e enfeitar o prato em apenas 40 minutos. Realmente é muita pressão”, lemba o sushiman ao ressaltar que tudo tem que ser preparado seguindo as normas de higiene e técnicas japonesas. “Não foi fácil, devo tudo isso às pessoas que abriram portas para mim, que me ajudaram a superar as dificuldades, e aos meus professores da escola, principalmente o Fábio Ishizuka (um dos destaques de 2016) que me acompanhou desde o início do curso até minha ida ao campeonato”.

Após a competição, Catsuqui continua ajudando a ministrar cursos na escola. “Futuramente está nos meus planos ministrar aulas ou abrir um restaurante nessa área”, conclui.

World Sushi Cup 2017

World Sushi Cup 2017 Arquivo pessoal

Copa Brasil Best Sushiman

A mesma associação que promove o World Sushi Cup também participa da competição brasileira de sushimen, a Copa Brasil Best Sushiman.

A segunda edição da copa acontece durante a feira de negócios Asian & Sea Food Show (veja mais neste link) e as inscrições estão abertas até o dia 25 de setembro de 2017 (veja como se inscrever aqui).