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A primavera chegou!!

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fotos: Ricardo Miyajima

Estamos na época mais colorida do ano. Contagiada pelo agradável clima da nova estação, a revista Hashitag convida seus leitores para um passeio no parque com uma cesta de piquenique repleta de delícias japonesas que dispensam os clichês habituais. Portanto, nada de bolinhos de arroz desta vez. Aprenda a preparar receitas perfeitas para um lanche da tarde em três tempos!

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Receita: sanduíche com patê de ovos

Saem os casacos de inverno, as tardes cinzentas, as meias de lã. Entram os vestidos de estampas florais, os dias ensolarados e a cesta de piquenique. E para não perder tempo na cozinha, escolhemos uma receita de sanduíche tão simples e gostosa que as crianças vão se divertir ajudando no preparo.

Curiosamente, o pão de forma está entre as variedades de pães mais consumidas pelos japoneses. Mas, apesar da sua popularidade no arquipélago, o primeiro pão só foi assado no país durante a Primeira Guerra do Ópio (1839 a 1942), quando teve o seu valor como alimento de emergência reconhecido em meio ao campo de batalha.

Kanten – a gelatina de algas marinhas

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Receita: delícia de morango

Os asiáticos encontraram a solução para produzir gelatina do fundo do mar. Extraída de diversas algas marinhas vermelhas, o ágar-ágar (chamado pelos japoneses de kanten) é um ingrediente de origem vegetal com propriedade de gelificação 10 vezes mais intensa do que o de origem animal.

Por essa razão, o resultado é uma gelatina de consistência mais rígida e que dispensa conservação na geladeira. Além disso, cerca de 90% de sua estrutura é composta de fibras, auxiliando no bom funcionamento do organismo.

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Receita: mosaico de pêssego

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Receita: Gelatina de café

Chá, sempre atual

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Sem querer rivalizar com o vinho e o café, o chá cada vez mais conquista seu próprio espaço no paladar do brasileiro.

Amplamente conhecido por orientais, ingleses e usado em receitas contra resfriado, o chá não tem mais (só) a imagem zen, aristocrática ou medicinal. Por ser uma bebida milenar e universal, ele assumiu diversos aspectos, o que apenas prova sua versatilidade.

O chá, então, chega ao século 21, capaz de agradar a pessoas de todas as idades e das mais diversas origens.

Filosofia do chá

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A cerimônia do chá é uma das mais respeitadas e belas artes japonesas. Até quem não a pratica certamente já teve contato com alguns de seus elementos – mesmo sem saber.

Erika Kobayashi, editora do site Cerimônia do Chá (www.cerimoniadocha.com.br), estuda a cerimônia tradicional e pesquisa formas de usar elementos do cotidiano para apreciar o chá.“Quando falo em readequar a cerimônia do chá, é usar elementos que temos hoje. Estamos em outro contexto, em outro lugar, mas com o mesmo espírito. O legal é você proporcionar uma experiência, compartilhar um momento com as pessoas”, diz Erika.

Momento único

Segundo o conceito de ichi-go ichi-e, cada momento é único, nunca mais se repetirá. Tal concepção é muito utilizada na cerimônia do chá, difundida por Sen no Rikyu, mestre do século 16.

Em uma época dominada pelo estresse das grandes cidades, o ato de tomar chá pode ser uma forma de encontrar alguma tranquilidade. “O chá tem outro tempo de preparação. Escolher, aquecer a água, verificar o tempo de infusão, escolher o recipiente. Observar a técnica, mas manter o lado intuitivo. Não é só uma coisa de ferver a água e colocar o chá”, conta Erika, que organizou uma atividade relacionada à cerimônia do chá na Virada Sustentável deste ano.

Lenda do chá

Como todas as grandes descobertas, uma lenda sobre a origem do chá envolve simplicidade e observação. Consta que folhas de uma árvore caíram sobre água quente. Tal mistura provavelmente emanou um aroma que atraiu as pessoas e as animou a experimentá-la.

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Receita: chá verde com limão siciliano