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A mosca na sopa

washoku (141)
Foto: Henrique Minatogawa
“Quem tem coragem levanta a mão”, desafiou o renomado chef brasileiro Alex Atala durante uma palestra sobre gastronomia. A questão era comer formigas da Amazônia, um dos ingredientes exóticos do seu cardápio. De acordo com o chef, o inseto é usado mais como tempero (com sabor de capim-limão) do que como fonte de proteína – para se ter uma ideia, uma mosca pode ser composta por até 59% de proteína e um boi, por 28%.

Há estudos que indicam que os insetos são o alimento do futuro, por serem fonte de nutrientes mais “sustentáveis” (geram menos poluentes, não precisam de tanto espaço para serem criados etc). Se pararmos para pensar, eles já estão no nosso presente: ora disfarçados nos potes de ketchup industrializado, ora como estrelas do prato do Atala.

Eles também já estão nas barracas de rua vendidos como snacks (fritos e salgados) na Tailândia, e sobre tigelas de arroz, temperado com shoyu e açúcar (inago no tsukudani) no Japão. Não podemos nos esquecer dos grilos no espeto da China e da farofa de içá do Brasil.

Naquele evento, com mais de 400 pessoas no auditório, nem 10% levantou a mão. E você? Deixaria eles pousarem no seu prato?