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Massa de peixe

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Conheça o surimi e suas variações Fotos: Henrique Minatogawa

Surimi é um ingrediente da culinária japonesa traduzido como “massa de peixe”. É produzido a partir da mistura da carne processada de diversos peixes, geralmente brancos, e condimentos.

Tradicionalmente, o surimi era fabricado com peixes comuns de cada região do Japão. Isso permitia o surgimento de produtos típicos, com variação de cores e formatos. Por exemplo, o narutomaki, da cidade de Naruto, província de Tokushima, em alusão aos redemoinhos que se formam no mar e que são atração turística do seu litoral.

A textura e consistência do surimi lembra uma borracha escolar. Embora firme, é maleável, o que permite fazer elementos decorativos.

Não tem cheiro forte, e mesmo o gosto de peixe é muito leve. Por isso, é mais usado como complemento de outros pratos. É recomendável consumi-lo cozido, frito ou assado.

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Kamaboko tem a camada exterior rosa Fotos: Henrique Minatogawa

“É um alimento de baixo teor calórico, rico em proteínas e com baixo teor de lipídeos. Ele pode ser utilizado em preparações quentes e frias (saladas), com o intuito de aumentar o teor proteico da refeição.
Para completar o prato, outros produtos utilizados na gastronomia oriental são indicados, como algas, gengibre, gergelim ou óleo de gergelim e nabo, entre outros, que possuem um ótimo valor nutricional”, afirma a nutricionista Letícia Saito.

Variações

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Kamaboko é feito de carne processada de peixes Fotos: Henrique Minatogawa
No Brasil, é possível encontrar muitas formas do surimi. As principais são o chikuwa, narutomaki e kamaboko.

O chikuwa é o surimi grelhado. Seu nome, em japonês, faz alusão ao bambu, pois era feito enrolando-se a massa de peixe em um espeto para grelhá-lo, resultando no característico furo central. Por isso, em muitas preparações, ele é fatiado transversalmente, lembrando um bambu cortado. Usado mais frequentemente em sukiyaki e oden.

O supracitado narutomaki tem como marca a espiral rosa dentro da massa cozida. Basicamente um elemento estético, é a variação mais frequente na preparação do lámen. Na ficção, aparece no filme de terror Uzumaki (Spiral, 2000) e na animação Naruto.

O kamaboko é fácil de reconhecer por geralmente apresentar a camada exterior rosa e por ser comercializado sobre uma tabuleta de madeira. É utilizado especialmente no udon e sukiyaki.

Moderação

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Chikuwa é a massa de peixe grelhada Fotos: Henrique Minatogawa
O surimi, em suas diversas variações, pode ser encontrado facilmente em lojas de produtos orientais.

Não é caro (menos de R$ 10 o pacote), é fácil de preparar e receptivo a experiências culinárias – o que faz dele um salva-vidas em casos de emergência doméstica.

Entretanto, é preciso moderação no consumo, uma vez que se trata de um produto que envolve intenso processamento em sua fabricação, semelhante ao que acontece com a salsicha.

“No processamento, são utilizados diversos tipos de pescados, principalmente os com menor valor comercial. Por isso, nem sempre o produto pode ser considerado de boa qualidade. É sempre indicado que se atente à lista de ingredientes, a fim de evitar aqueles com maior teor de açúcar, conservantes, corantes e realçadores de sabor”, alerta a nutricionista, que não recomenda o consumo diário.

Agradecimento: Nutricionista Letícia Saito
facebook.com/nutriletsaito